Nas trilhas da memória (From the memory lane)


Recentemente descobri e comprei a versão digitalizada de Cosmos, do falecido Carl Sagan. Eu era fascinada pela série quando a vi pela primeira vez no Brasil, há uns 20 anos atrás. O set que comprei é especial para colecionadores e vem com atualizações (10 anos após) comentadas pelo próprio Sagan. Já assisti a dois capítulos e continuei fascinada. Mas, o que chamou a minha atenção foi o comentário inicial da apresentadora. Introduzindo a série ela fala que quando Cosmos foi lançada ainda não existia a internet e a rede mundial (www). Isso há somente 20 anos atrás!

(Recently I found and bought the DVD version of Cosmos, from the late Carl Sagan. I was fascinated by the show when I saw it for the first time on TV in Brazil, around 20 years ago. The box I bought is a Collector’s item and comes with updated information (10 years after the original) given by Sagan himself. I’ve seen two chapters so far and I’m still fascinated by it. What has called my attention though was the initial words of the presentatrice. Introducing the show she says that when Cosmos was aired the internet and the www didn’t exist. And this was only 20 years ago!)

Estou lendo O Sol Também se Levanta de Hemingway, numa publicação, em inglês, de 1949 (o original é de 1926). Meu livro, já amarelado e com as páginas caindo, pertencia à minha avó paterna, Vovó Gracinha. Como professora de inglês ela costumava anotar no rodapé das páginas sinônimos ou a tradução de palavras que ela porventura desconhecesse. Para os que não sabem, foi a minha avó quem me ensinou a grande maioria do inglês que falo hoje, desde os 8 ou 9 anos de idade. Por isso, acho muito interessante observar as palavras que a minha avó desconhecia, algumas delas tão óbvias para mim, hoje em dia. Uma dessas palavras marcadas por ela foi “rucksack” (mochila). Interessante foi observar que, em 1949, a minha avó ( e talvez muitas outras pessoas) desconhecia a palavra “mochila”. Em sua descrição de “rucksack” ela escreve (em inglês): “uma bolsa chata, apoiada nas costas por tiras que passam pelos ombros”.

(I’m reading The Sun Also Rises, from Hemingway, in an English publication from 1949 (the original is from 1926). My book, with yellow and falling pages, was from my grandmother from my father’s side, Gramma Gracinha. As an English teacher she used to take note at the foot of the page  of the meaning of the words she didn’t know. For the ones who don’t know my grandmother taught me (almost) all English I know since my 8, 9 years of age. This way, I always love to observe the words my gramma didn’t know, some of them quite obvious to me by now. One of the words she underlined was “rucksack”.  Interesting was to note that, in 1949, my grandmother (and maybe many others) didn’t know what a rucksack was. She wrote the meaning of it as: “a loose flat bag supported on the back by straps over the shoulders”.)

Por essas e outras é que gosto demais de vagar pelas trilhas da memória, através de fotos, livros, músicas, filmes e até mesmo amigos.

(That’s the reason why I like to wander at the memory lane through photos, books, music, films and even friends.)

Até a próxima, (Till next time)

Nanda

About daquiprai

I'm a writer in development (and I always be). Daqui Praí is a mix of thoughts and facts from my point of view to the world.
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