Vinhos e roscas (Wine and cork)


Os vinhos sempre foram uma das minhas paixões. Nos meus tempos de Brasil tomávamos vinhos em ocasiões especiais e, vez ou outra, aos sábados no “Terraço’s Bar”, terraço da minha casa onde sempre se reuniam amigos para uma rodada de cerveja e conversa. Nessa época, o preferido era o rosé ou o branco, por causa da temperatura quase desértica do nordeste do Brasil.

(Wine are one of my passions. During my life in Brazil we used to drink wine on special ocasions and, every now and then, on Saturdays at “Terraço’s Bar”, the terrace from my house where friends got together for beers and a good chat. Then a rosé or a white wine were the preference because of the almost desertic temperature at the Northeast of Brazil.)

Depois da minha travessia transatlântica para os países baixos, meu paladar se apurou e meu lado virginiano se acentuou na crítica da qualidade desse suco alcoólico de uvas. Dou preferência aos vinhos oriundos da Itália, Portugal e Chile, em primeiro lugar, e alguns da Alemanha, África do Sul e Brasil. Para não decepcionar os gourmets abro algumas pouquíssimas exceções aos franceses e, como aventura, tento os australianos, gregos, biológicos e outros similares (ou seja, sem ofensas, com poucas tradições ou inovadores). Por questões de orgulho brasileiro prefiro evitar os argentinos, mas confesso que também há bons vinhos no país vizinho.

(After my transatlantic crossing to the lowlands my taste has improved and my Virgo side was also stressed on my reviews on the quality of this alcoholic grape juice. My first choice goes to Italian, Portuguese and Chilean wines, and after those, some from Germany,  South Africa and Brazil.  To not disappoint the gourmets I open a little exception to the French ones and, as adventure, I try the Australians, Greek, biological and similar ones (I mean, without offense, with low tradition or innovative). My Brazilian pride tells me to avoid the Argentinian ones, though I must recognize that there are good wines in the neighbor country.) 

O que não consigo tolerar entretanto são algumas “novidades” do mercado, como vinho em caixas, roscas artificiais e tampas de girar (sem roscas). Eu posso muito bem compreender que essas inovações tornam o vinho acessível e atendem aos buracos no mercado de rolhas, mas para mim o vinho é uma tradição sem lugar para modernismos.

(What I can’t tolerate though are some market “news”, like wine in boxes, artificial corks and twist caps (without corks). I can understand that these innovations make the wine an accessible drink and also covers the gap in the cork market, but for me wine is tradition and no-place for modernism.)

A mais recente “aberração” que presenciei foi há poucos minutos atrás: um Prosecco com tampa igual às de cerveja!!! Já não quero saber onde vão parar esses insultos ao vinho. Enquanto essas novidades são limitadas e escassas, escrevo este artigo com uma taça de Gewuztraminer alemão, levemente doce, característico dessa uva, e suave, mantido na garrafa com uma rolha natural. Excelente para uma tarde ensolarada de primavera.  

(The newest aberration I could see some minutes ago: a Prosecco with a sort of beer cap!!!! I don’t wanna know where all these insults to the wine are leading to. In the meantime, while these “newties” are limited and rare, I write this article with a glass of German Gewuztraminer, slightly sweet, a characteristic of this grape, and light, kept in the bottle with a natural cork.  Excelent for a sunny spring afternoon.)

Nanda

About daquiprai

I'm a writer in development (and I always be). Daqui Praí is a mix of thoughts and facts from my point of view to the world.
This entry was posted in curiosidades. Bookmark the permalink.

2 Responses to Vinhos e roscas (Wine and cork)

  1. Guilherme says:

    Oi Nanda, eu tambem sou um apreciador de vinhos, tambem gosto muito dos italianos e portugueses, mas vinhos gregos nunca mais, parecem Q-sucos ( lembra dequeles envelopinhos que eram quimica pura? ) adoçados…
    Quanto as rolhas de “plastico” ate aceito, nao interferem no sabor do vinho, mas comprar vinho em caixas acho um sacrilegio, comparo com tomar vinho em copos de geleia…
    O unico porem: bebo vinhos principalmente no inverno, sempre tintos, no verao dou preferencia a uma boa cerveja, bem gelada, igual tomamos ontem em uma cidadezinha do ano de 1300 e alguma coisa, Zons, proximo a Colonia. O dia estava lindo e resolvemos curti-lo a beira do Rio Reno. Beijo para voce, Gui

    • daquiprai says:

      Você tem raão, Gui, essa de colocar vinhos em caixa vai além do sacrilégio. Já experimentei um vinho ou outro grego até razoável mas, concordo contigo que alguns parecem Q-suco (não chega nem a Tang!).
      Beijos,
      Nanda

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s